A palavra tem origem francesa – vem de luth, que significa alaúde – e designa a arte da construção de instrumentos de cordas e tem sua origem confundida com o início da história da música. É só olhar em pinturas e representações antigas para ver que já se usavam instrumentos de corda bem semelhantes aos atuais, que muito se assemelham à Sitara, original da Ásia Central.
O alaúde – que é o instrumento que “batiza” a luthieria – teve sua primeira representação nos Balcãs, e após algumas modificações ganhou a Pérsia e posteriormente a Itália onde, nos anos 1500 teve Andrea Amati como o primeiro luthier conhecido da história. Ele é considerado o inventor do violino e teve diversos seguidores e aprendizes, como Antonio Stradivari que passou a desenvolver com maestria a arte de fabricação de instrumentos de cordas. Daí para frente, diversos seguidores dessa escola passaram a desenvolver outros instrumentos hoje populares, como o violão e a guitarra elétrica.
Por ser uma arte tão antiga e que requer atenção, capricho e cuidado – além de conhecimentos de matemática, física, engenharia, madeiras, desenho, carpintaria e marcenaria – encontrar um bom luthier não é das tarefas mais fáceis, e a função esteve em baixa há um tempo. Com a facilidade de se aprender a função e de adquirir equipamento necessário para desenvolver esse trabalho, hoje podemos encontrar muitos adeptos desse tipo de trabalho.
Para quem se interessa por essa arte, é importante que além dos conhecimentos de como funciona a mecânica do instrumento, utilize de boas matérias primas e possua ferramentas adequadas para a construção deste, tais sejam serra circular e de fita, plainas, formões, serrotes, réguas e gabaritos, e mais uma infinidade de suprimentos. Entretanto, mais importante que ferramentas e equipamentos, é ter paixão pelo ofício e compreende-lo, de maneira que possa passar segurança ao músico e ao que faz.
extraído de : http://www.afitech.com.br/afiacao-serras-artigos/curiosidade-historia-luthieria